Querida Mãe do Céu

13-05-2017 21:40

Querida Mãe do Céu, neste dia 13 de Maio celebraremos o centenário das aparições de Fátima. É cada vez mais importante, nos dias de hoje, olharmos e seguirmos o exemplo da simplicidade dos pastorinhos, que obedeceram irrepreensivelmente aos Seus pedidos. 
Portugal tem vindo a cair na ilusão da libertinagem, destruindo a dignidade da vida, afetando, principalmente, os que se encontram numa situação mais débil. Tal como sempre, Fátima é um local de silêncio e recomeço. E é nesse mesmo silêncio que cada um de nós se consegue reencontrar. Vivendo na oração, na reflexão e na calma que Nos ensinou. É o momento ideal para os portugueses se reencontrarem nos eixos que, por tanto tempo, nos guiaram enquanto povo. A importância da religião Cristã em Portugal é inquestionável. A nossa História e Cristo são inseparáveis. Desde a bula papal, passando por São Nuno Álvares Pereira, a expansão da fé no mundo através dos Descobrimentos, a Coroação de Maria enquanto Rainha de Portugal até Fátima, entre muitos outros episódios, Portugal tem sido instrumento da vontade divina. A nação lusitana é e foi privilegiada ao longo da sua história por Deus e por Maria. Não nos admiremos que cerca de 1/5 do nosso povo esteja presente no centenário. Mas, por vezes (ou quase sempre), esta nossa Graça é ignorada, ou mesmo atacada. Ajude-nos querida Mãe, nesta altura crítica do país. Mas ajude-nos também a cada um de nós a se aproximar de Si. Ajude-nos a confortarmo-nos cada vez mais no Seu olhar. A cumprir sem "mas", tal como os pastorinhos fizeram. Tantas famílias portuguesas que se amparam na Mãe, tantos mal-amados que procuram o Seu Amor verdadeiro. Como dizia um santo e humilde homem "Transformaremos a escuridão e dor, em vida e alegria". Seu nome era Karol Wojtyla, o santo papa que mais se inspirou e visitou a Mãe. Por três vezes, pediu-nos para a seguirmos. Era de uma devoção total a Fátima. Sempre que nos visitava, prostrava-se diante da Mãe, parado, em silêncio profundo, a rezar e a agradecer. Agradecia o amor profundo que Nossa Senhora lhe tinha e que tem a cada um de nós. É esse Amor que os portugueses precisam de seguir. O olhar misericordioso e piedoso por cada pessoa. Seja ela um doente terminal que precisa de carinho, uma mãe solteira que precisa de apoio, um sem-abrigo que precisa de atenção ou um filho em risco de não poder nascer. É difícil chegar a este olhar, mas quando lá chegamos, ou pelo menos quando quase lá chegamos, é que experimentamos o princípio da verdadeira Felicidade em Deus. E a Mãe é o melhor caminho para Deus, para esse olhar que Ele nos pede. Percebamos o silêncio com que a Mãe sofria ao ver o Seu Santo Filho a ser trucidado, e carreguemos também o sofrimento com e como ela. Como diz aquela tão bonita música: " E na agonia, quando chegar, seja a rezar! Ave Maria!". Rezemos por intercessão da Nossa Mãe, que logo iremos ter uma luz especial nas nossas vidas, famílias e país. Hoje estarei com Vossemecê, juntamente com outros dois milhões de compatriotas, rezando, caminhando e pedindo por cada um de nós. Que este momento nos converta um bocadinho mais enquanto país, para que saibamos, uma vez mais, enquanto povo unido, agirmos ao Seu lado, sempre. 
Ajude-nos querida Mãe. 
Do Seu filho,
Bernardo
 
"Casa Paterna, torrão onde nasci, 
Braços maternos, me embalaram, 
Sabe Deus quanto por ti sofri 
E Tu por mim fervorosa prece, 
Que a vida passa, o coração não esquece 
 
Fostes Mãe e fostes guia, 
Mestra e Senhora, árvore da vida, 
Por Deus escolhida para a ti unida 
Na íngreme subida 
Da montanha Redentora. 
 
Ele sabe porque nos escolheu 
E Seu olhar por nós lançou 
Torrentes de graça, Luz e vida 
Na escarpada subida do Calvário Seu 
 
Mas agora já no Céu, vês a Deus sem véu, 
Na graça do encontro Seu 
Agradeces a filha que Ele te deu
E rogas por ela, até vê-la, junto de ti no Céu. 
 
Quisera eu sozinha 
Levar a cruz que Ele nos deu 
Mas quis Deus unir-te a mim 
Como outro Cireneu 
 
Nesse Dia radioso de graça e luz, 
A dúvida se desvaneceu, não me esqueças 
Até que Deus queira levar-me 
Para junto de ti, aí serão doces beijos e 
Ternos abraços, na luz de Deus sem fim" 
(Irmã Lúcia)
 

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